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Reforma da Previdência: e agora, como fica a sua aposentadoria?

A Lei dos Sexagenários aprovada em 1885 marcou a imediata libertação dos escravos com mais de sessenta e cinco anos de idade. Aqueles que possuíam mais de sessenta, e menos de sessenta e cinco anos, tiveram que pagar um pedágio. Tiveram que continuar trabalhando por mais três anos para indenizar seus proprietários.Parecia um avanço da legislação, mas não passava de enganação. Poucos escravos viviam o suficiente para ganhar a liberdade. Não chegavam aos 65 anos e morriam trabalhando.
Qualquer semelhança é mera coincidência.

Nova lei dos sexagenários

Um século depois o Governo apresenta a nova lei dos sexagenários, porém pior. Aquela libertava os escravos. Esta escraviza as pessoas.
A Proposta de Reforma da Previdência (PEC n. 287) condenará grande parte dos trabalhadores a morrer sem se aposentar. Os heróis que conseguirem se aposentar receberão o benefício por pouco tempo se comparado com o período que terão que contribuir.
A Proposta prevê que a aposentadoria integral só será alcançada, observada a idade mínima, depois de quarenta e nove anos de contribuição.

E agora, como fica sua aposentadoria?

As mulheres que possuem menos de quarenta e cinco anos de idade, e homens com menos de cinquenta, terão que repensar a questão previdenciária.
Terão que avaliar se valerá à pena continuar contribuindo, ou pelo menos reduzir o valor das contribuições, bem como encontrar mecanismos fiscais, tributários, previdenciários e trabalhistas para fazer este planejamento.
A contratação, ou não, de um plano de previdência complementar (privada) ou um seguro de vida resgatável, por exemplo, também será outro desafio para esses jovens que certamente, no futuro, enfrentarão outras reformas da previdência social.

Salve-se quem puder

O pedágio, ou adicional de tempo de serviço, utilizado para obtenção da libertação fictícia dos escravos, agora será novamente aplicado para os trabalhadores.
Os homens com mais de cinquenta, e mulheres com mais de quarenta e cinco anos de idade, poderão se aposentar com base nas regras atuais, mas terão que contribuir mais cinquenta por cento do tempo de serviço que faltará para atingir os requisitos mínimos para obtenção da aposentadoria quando a PEC for aprovada. É a chamada regra de transição. Exemplo: um homem com 34 anos de serviços e que se aposentaria depois de mais um ano de contribuição, terá que contribuir mais seis meses, ou seja, 50% do tempo que faltaria para chegar aos 35 anos de serviços.

O pulo do gato

A dica é buscar no INSS um documento chamado CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais onde deve constar todos os contratos de trabalho e contribuições do trabalhador. É grátis.O CNIS é mais furado que queijo suíço, mas é com base nele que a aposentadoria vai ser concedida, então, é hora de começar a corrigi-lo. Se ele estiver incompleto a aposentadoria pode sair errada e até ser indeferida.Acesse o aplicativo www.tempodeservico.com.br e faça o cálculo do seu tempo de contribuição.
Depois é só esperar a aprovação da reforma e procurar as brechas que aplicarão à você.

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