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Dois empregos (ou mais)

As pessoas que exercem mais de uma atividade profissional (como empregadas ou contribuindo por conta própria) são obrigadas a pagar o INSS em cada uma delas.



Ocorre que nem sempre essas contribuições são integralmente somadas. Por isso os benefícios dessas pessoas são concedidos com valor reduzido e na maioria das vezes não tem conserto.



Todavia, se algumas regras forem observadas, é possível evitar surpresa na hora da aposentadoria.




Quais são essas regras?



A primeira situação é a de quem contribui com o valor máximo permitido (teto) em uma atividade e por isso fica dispensada de contribuir pela outra.



Outra situação é a de quem contribuiu com valor superior ao teto e nesse caso pode solicitar a devolução da diferença dos últimos cinco anos.



A terceira situação, e a pior delas, é a do segurado que contribuiu por várias atividades, mas a somatória delas não atingiu o teto. Neste caso o contribuinte raramente terá a possibilidade de somar as contribuições das atividades que exerceu ao mesmo tempo.



Este é o exemplo típico de médicos, enfermeiras, dentistas, corretores de seguro, dentre outros que trabalham para mais de uma empresa ou por conta própria e na maioria das vezes têm seus benefícios concedidos com valor bem inferior às contribuições que fez.




Pulo do gato



As pessoas que exercem mais de uma atividade devem solicitar no INSS o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e encaminhá-lo para um especialista em previdência para orientar as contribuições futuras.



A complementação de contribuições é uma dica que normalmente resolve esta questão, mas o trabalhador pode gastar um dinheiro que não vai lhe trazer retorno.



O caminho para não pagar o que não vai receber é dimensionar o valor da futura aposentadoria e avaliar se vale a pena complementar as contribuições.




Revisão da aposentadoria



Existem algumas exceções a essas regras e por isso o segurado que já está aposentado deve solicitar no INSS a cópia do processo que deu origem à aposentadoria e refazer os cálculos para conferir se o valor do benefício está correto, lembrando que o prazo para pedir a revisão dos benefícios é de dez anos.



As pessoas que tinham dois ou mais salários antes da aposentadoria e que tiveram o benefício calculado com base na contribuição de menor valor, desprezando a atividade com salário maior, está perdendo tempo e dinheiro.



Aquelas que não tiveram os salários somados devem reestudar o cálculo, pois o valor da aposentadoria também pode ser aumentado.



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