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Previdência: reforma da reforma

A reprovação da reforma da Previdência Social pela sociedade e o temor dos Senadores e Deputados Federais da resposta das urnas do ano que vem criaram uma sensação de que as novas regras não serão aprovadas com a facilidade que o Governo esperava.



Não restou ao Governo senão ceder e ajustar uma “reforma da reforma” da previdência juntamente com o Congresso Nacional e viabilizar a aprovação com mais facilidade.



 




Redução da idade mínima



 



A idade mínima de 65 anos para homens e mulheres agora parece uma realidade mais distante.



Ela continua existindo. O que mudou foi a introdução de regras menos dolorosas para o começo com aumento gradativo, ao longo do tempo, até chegar nesta idade inicialmente proposta.



Seria introduzido uma idade mínima que valeria imediatamente: cinquenta anos para mulheres e cinquenta e cinco para homens.



Isso é uma boa notícia diante da proposta inicial de sessenta e cinco anos de idade, mas as pessoas que poderiam se aposentar, por exemplo, no ano que vem com mais de trinta anos (mulher) e trinta e cinco (homem), perderão esta possibilidade se não tiverem a idade mínima. Teriam que trabalhar um pouco mais.



 




E o valor da aposentadoria?



 



Está aí uma resposta que ninguém tem para dar. Não tem nada claro.



Isso precisará ser muito bem discutido no Congresso Nacional. Esta regra de idade mínima não aborda a forma de como os benefícios seriam concedidos.



A aplicação (ou não) da regra de 85/95 pontos, que elimina o fator previdenciário, e proporcionaria benefícios com valores maiores, ainda é uma incógnita.



 




Redução do pedágio



 



As pessoas que estão próximas da aposentadoria, pela proposta inicial da reforma, teriam que contribuir mais cinquenta por cento do tempo que faltaria para se aposentar.



Por exemplo: um trabalhador que está há dez meses da aposentaria, teria que trabalhar mais cinco meses (50% a mais).



Agora, com a “reforma da reforma” (30%) este mesmo trabalhador reduziria esses cinco meses para três.



 




Pulo do gato




 



Todos dias tem notícias novas: boas e ruins. Elas vão mexer com a vida de muita gente e a sensação de impotência e insegurança vai aumentar.



O contribuinte não pode se desesperar. Nesses momentos de mudança as pessoas acabam tomando decisões apressadas e desajustadas.



O momento é para se planejar, fazer um levantamento preciso da vida profissional e acompanhar com atenção as brechas que a reforma deixará para não perder nenhum direito adquirido.



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